O que é tireóide?
A tireóide é uma glândula localizada no pescoço que produz hormônios (T3 e T4) responsáveis pela regulação de vários aspectos do nosso metabolismo, como a frequência cardíaca e a queima de calorias. Ela é composta de dois lobos que se ligam através de uma “ponte” denominada istmo. Além do T3 e do T4, a tireóide também produz um hormônio chamado calcitonina, que participa da regulação do metabolismo ósseo. Todos nós temos tireóide (exceto quem nasceu sem a glândula por uma anomalia congênita, o que é muito raro, ou quem a retirou cirurgicamente). Quando a tireóide está aumentada, isto é denominado bócio. Os bócios podem ser difusos (aumento de toda a glândula) ou nodulares (aumento às custas de um ou mais nódulos).
O que é um nódulo na tireóide?
Algumas vezes, o tecido normal da tireóide começa a crescer, levando ao aparecimento de nódulos (“caroços”). Não se sabe exatamente porque isso ocorre e a causa pode variar conforme o tipo do nódulo. Alguns fatores parecem aumentar o risco de desenvolver nódulos de tireóide, como a genética, a idade avançada, o sexo feminino, uma exposição a radiação e algumas doenças da tireóide como tiroidite.
Os nódulos podem ser císticos (preenchidos por líquido) ou sólidos. Geralmente são benignos e causados por crescimento excessivo de células normais da tireóide (nódulos colóides). Também podem consistir de tumores benignos (adenoma folicular), de inflamaçôes da tireóide (tiroidite) ou, raramente, câncer. A maior parte dos tumores malignos de tireóide (câncer) pode ser tratada e curada.
Algumas vezes, vários nódulos são detectados na tireóide. Isso é chamado de bócio multinodular.
O que um nódulo na tireóide pode provocar?
A maioria dos nódulos é benigna e não causa sintomas. Geralmente, o próprio paciente desconhece ter um nódulo de tireóide até que este seja encontrado pelo médico no exame clínico ou por um exame de ultrassonografia. Raramente, alguns nódulos se tornam grandes e podem provocar desconforto ou dificuldade de engolir por compressão do esôfago. Em alguns casos, os nódulos produzem hormônios em excesso, levando a emagrecimento, insônia, taquicardia, nervosismo, entre outros. Apenas cerca de 5% dos nódulos de tireóide são malignos e a maior parte destes tem tratamento e cura. Um nódulo maligno (câncer) geralmente é grande e endurecido.
Que exames são necessários nos pacientes com nódulo de tireóide?
Todos pacientes com nódulos de tireóide devem ser submetidos a um exame de sangue para avaliação da função da tireóide. Geralmente, neste exame, são suficientes as dosagens de T4 livre e TSH. O T4 livre é a forma ativa do T4, não conjugada a proteínas plasmática. O TSH é um hormônio produzido pela glândula hipófise que regula a função da tireóide.
A ultrassonografia com dopplerfluxometria geralmente é utilizada para definir as características do(s) nódulo(s) e muitas vezes serve para diagnosticá-lo (s). Nos nódulos > ou = 1,0 cm ou um pouco menores mas com algumas características de risco à ultrassonografia , geralmente é necessário realizar também uma biópsia com agulha fina (punção aspirativa por agulha fina ou PAAF). Este é um procedimento simples, sem necessidade de hospitalização ou centro cirúrgico, em que uma agulha fina é introduzida no nódulo para coletar uma amostra de células presentes no seu interior. Estas células são analizadas por um patologista ao microscópio. Na maioria das vezes, uma ultrassonografia é feita no momento da punção da tireóide para guiar o local em que a agulha deve ser introduzida.
Em alguns casos, especialmente quando há produção excessiva de hormônios tireoideanos, é solicitado um exame denominado cintilografia de tireóide.
Qual o tratamento dos nódulos de tireóide?
Em alguns casos, será sugerido apenas acompanhamento clínico, sem necessidade de uso de medicamentos ou cirurgia. Nesses casos, o nódulo deve ser acompanhado periodicamente com dosagens hormonais e ultrassonografias seriadas. Pode permanecer do mesmo tamanho, regredir ou, raramente, crescer. Caso cresça, o nódulo merece nova avaliação.
Os nódulos que produzem hormônios em excesso geralmente são tratados com iodo radioativo, um tratamento simples que leva a uma redução progressiva do nódulo e resolução do problema em 2 ou 3 meses. Alguns nódulos também podem ser tratados com injeção de etanol. Este procedimento pode ser doloroso.
Alguns casos necessitam cirurgia: nódulos malignos (câncer) ou suspeitos, nódulos que causam compressão de estruturas próximas à tireóide. A cirurgia de tireóide e simples e tem poucas complicações, se realizada por um cirurgião experiente.
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