
O QUE É DIABETES MELLITUS?
Diabetes mellitus é uma condição em que há acúmulo de glicose na corrente sanguínea, o que pode lesar vasos sanguíneos e órgãos como os rins e os olhos. Os principais sinais clínicos são: muita sede, vontade de urinar diversas vezes, perda de peso, muita fome, visão embaçada, cansaço, machucados que demoram a cicatrizar. Em alguns casos não há sintomas. Neste caso, a pessoa pode passar muitos meses, às vezes anos, até descobrir a doença. Portanto, é importante pesquisar diabetes em todas as pessoas com mais de 40 anos de idade através de exames de sangue, em jejum e/ou após uma sobrecarga de açúcar (teste de tolerância oral a glicose).
QUAIS SÃO OS TIPOS DE DIABETES ?
Diabetes tipo 1: É o diabetes causado pela destruição das células do pâncreas que produzem a insulina. Isto é provocado por fatores genéticos e ambientais, que ainda não estão completamente esclarecidos, que levam à ativação da auto-imunidade. Isso significa que, neste tipo de diabetes, o sistema imunológico, que normalmente ignora células saudáveis do corpo e destrói germes e substâncias estranhas, passa a destruir as células do pâncreas produtoras de insulina. Este tipo de diabetes é mais comum em crianças, adolescentes e jovens e sempre necessita de insulina para o seu tratamento. Corresponde a 5 – 10% dos casos de diabetes.
Diabetes tipo 2: Neste caso, o corpo não produz insulina suficiente ou é incapaz de utilizar adequadamente a insulina que produz, o que é chamado de resistência insulínica. É o tipo mais comum de diabetes (90-95% dos casos) e geralmente atinge pessoas acima do peso, com mais de 40 anos e com história familiar de diabetes. Entretanto, como o excesso de peso tem se tornado cada vez mais comum em crianças e jovens, este tipo de diabetes tem se tornado cada vez mais comum nestes indivíduos. Assim como o diabetes tipo 1, é causado por fatores genéticos e ambientais. Pode ser tratado com medicamentos ou eventualmente apenas dieta, mas em alguns casos a insulina é necessária.
Diabetes gestacional: É aquele diagnosticado na gravidez, que geralmente reverte após o parto, mas pode aumentar o risco de diabetes tipo 2 no futuro.
Outros tipos mais raros também existem, associados a defeitos na produção de insulina ou má utilização da insulina secretada.
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DE DIABETES ?
O diagnóstico de diabetes mellitus é feito através da medida de glicose no sangue. Esta medida pode ser em jejum ou após uma sobrecarga de açúcar (teste de tolerância oral a glicose). O teste com sobrecarga geralmente é solicitado pelo médico quando a glicemia (glicose no sangue) está próxima ao limite máximo e há fatores de risco para diabetes como excesso de peso, idade acima de 45 anos, história familiar de diabetes, diabetes gestacional prévio, entre outros. Recentemente, a hemoglobina glicada, que equivale ao controle da glicose nos últimos três meses ao exame de sangue, passou também a ser usada como critério para diagnóstico de diabetes.
São considerados critérios para diabetes mellitus:
Teste Valor
Glicemia de jejum > ou = 126 mg/dl
Glicemia 2 horas após a sobrecarga de glicose > ou = 200 mg/dl
Glicemia ocasional* COM sintomas de diabetes > ou = 200 mg/dl
Hemoglobina glicada > ou = 6,5%
* em qualquer horário do dia
Intolerância a glicose: É o termo usado para identificar indivíduos com glicemia após a sobrecarga acima do valor normal (> ou = 140 mg/dl), mas abaixo de 200 mg/dl.
Glicemia de jejum inadequada: É aquela > ou = 100 mg/dl, mas abaixo do nível usado para o diagnóstico de diabetes.
Hemoglobina glicada entre 5,7 e 6,4% é definido como risco aumentado para diabetes mellitus.
COMO PREVENIR O DIABETES ?
Adotar um estilo de vida saudável é fundamental para prevenir o diabetes tipo 2, especialmente em pessoas com alto risco para desenvolver a doença. Isso inclui uma alimentação balanceada e atividade física regular (150 minutos por semana). Não é recomendado “passar fome” ou se “tornar um atleta”, mas apenas seguir hábitos mais saudáveis de vida. Estudos mostram que estas medidas podem reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes em 58%. Em alguns casos, medicamentos também são recomendados para diminuição do risco.
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