sexta-feira, 2 de julho de 2010

Complicações do diabetes - quais são e como prevenir?


Pelo acúmulo de açúcar, o diabetes pode causar lesões nos vasos de órgãos importantes do corpo. Nas últimas décadas, o tratamento do diabetes evoluiu muito, o que tem reduzido bastante o aparecimento destas complicações. Importantes pesquisas mostraram que o controle do diabetes é fundamental para a prevenção destas complicações, mantendo a pressão arterial, a glicemia e os lipídeos (colesterol, triglicerídeos) dentro de níveis próximos à normalidade. Cada vez mais indivíduos têm conseguido o controle destes parâmetros com uma qualidade de vida excelente e sem complicações por muitos anos.

As principais complicações que podem ocorrer no diabetes são:

• Retinopatia diabética: Nos olhos, as lesões ocorrem principalmente na retina, o que é denominado retinopatia diabética. Podem ocorrer sangramentos e, em casos mais graves, perda da acuidade visual. Exames de rotina (como o “fundo de olho”) podem detectar anormalidades em estágios iniciais, o que possibilita o tratamento precoce, que geralmente é feito com fotocoagulação (laser). Um exame oftalmológico deve ser feito anualmente em todos pacientes com diabetes, iniciando desde o diagnóstico para aqueles com diabetes tipo 2 e após cinco anos de doença para aqueles com diabetes tipo 1, para detectar precocemente qualquer alteração e evitar diminuição da visão.

• Nefropatia diabética: Ocorre por alterações nos vasos dos rins, o que pode causar perda de proteína na urina, hipertensão arterial (pressão alta) e redução progressiva da função renal. Quando o problema é detectado precocemente, a perda de função renal pode ser prevenida com medicamentos e mudanças na dieta. Dessa forma, a perda de proteína na urina deve ser pesquisada em todos pacientes com diabetes, através da dosagem de proteína na urina. O exame que consegue detectar as menores perdas de proteína, possibilitando diagnóstico precoce, é a dosagem de microalbuminúria. Este exame deve ser feito anualmente em todos pacientes com diabetes, iniciando desde o diagnóstico para aqueles com diabetes tipo 2 e após cinco anos de doença para aqueles com diabetes tipo 1. A detecção precoce permite que medidas sejam tomadas, reduzindo o risco de lesão renal.

• Neuropatia diabética: Os nervos transmitem mensagens do cérebro para diversos sistemas do corpo. O diabetes pode causar alterações nos nervos de modo que estes se tornem incapazes de transmitir estas mensagens ou as trasmitam mais lentamente. Os nervos mais afetados são os sensitivos, principalmente das pernas, podendo causar formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos e dores locais. Caso os nervos motores sejam acometidos, pode haver fraqueza e atrofia muscular. Também podem ser sinais de neuropatia diabética: pele seca, pressão baixa, distúrbios digestivos, excesso de transpiração e impotência. O diagnóstico de neuropatia geralmente é feito pelo exame clínico do médico, sem necessidades de exames complementares. Em casos mais complexos, exames como a eletroneuromiografia devem ser realizados. A presença de neuropatia aumenta o risco de lesões nos pés. Por isso, estes devem ser cuidadosamente examinados e cuidados em todos pacientes com diabetes, especialmente naqueles com neuropatia.

• Doenças cardiovasculares: A hiperglicemia aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como angina, infarto e AVC. O cuidado adequado do diabetes diminui o risco de desenvolvimento destas doenças de forma significativa.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Anabolizantes


Anabolizantes podem trazer sérios riscos à saúde. São drogas com ação do hormônio masculino que favorecem o crescimento de músculos e desenvolvimento de caracteres sexuais masculinas como barba, pêlos, etc. São medicações de uso controlado com indicações muito precisas, como por exemplo a deficiência de hormônio masculino em homens.

Muitos adeptos de atividade física usam estas substâncias, sem indicação médica, para ganho de massa muscular e redução da gordura corporal. Esta prática é errada, deve ser desaconselhada e pode trazer sérios riscos à saúde, tanto em homens quanto em mulheres, como aparecimento de tumores no fígado, distúrbios de coagulação sanguínea, pressão alta, agressividade e acne.

Em homens, pode provocar ginecomastia (crescimento de mamas), impotência, redução da produção de esperma, calvície, entre outros. Em mulheres, pode levar ao aparecimento de sinais masculinos como crescimento de pêlos, voz grossa, queda de cabelos, diminuição de seios e crescimento de barba. Em adolescentes, o uso de anabolizantes pode ainda prejudicar seriamente o crescimento.

Precursores de testosterona como androstenediona e deidroepiandrosterona (DHEA) muitas vezes são disponíveis para compra sem necessidade de receitas controladas. Estas substâncias são convertidas a testosterona dentro do organismo e podem provocar os efeitos colaterais associados aos anabolizantes propriamente ditos. Além disso, estudos que compararam o uso destas substâncias ao placebo para aumento da massa muscular em pacientes que realizavam atividade física não mostraram benefícios.

Nódulos de tireóide

O que é tireóide?
A tireóide é uma glândula localizada no pescoço que produz hormônios (T3 e T4) responsáveis pela regulação de vários aspectos do nosso metabolismo, como a frequência cardíaca e a queima de calorias. Ela é composta de dois lobos que se ligam através de uma “ponte” denominada istmo. Além do T3 e do T4, a tireóide também produz um hormônio chamado calcitonina, que participa da regulação do metabolismo ósseo. Todos nós temos tireóide (exceto quem nasceu sem a glândula por uma anomalia congênita, o que é muito raro, ou quem a retirou cirurgicamente). Quando a tireóide está aumentada, isto é denominado bócio. Os bócios podem ser difusos (aumento de toda a glândula) ou nodulares (aumento às custas de um ou mais nódulos).

O que é um nódulo na tireóide?
Algumas vezes, o tecido normal da tireóide começa a crescer, levando ao aparecimento de nódulos (“caroços”). Não se sabe exatamente porque isso ocorre e a causa pode variar conforme o tipo do nódulo. Alguns fatores parecem aumentar o risco de desenvolver nódulos de tireóide, como a genética, a idade avançada, o sexo feminino, uma exposição a radiação e algumas doenças da tireóide como tiroidite.
Os nódulos podem ser císticos (preenchidos por líquido) ou sólidos. Geralmente são benignos e causados por crescimento excessivo de células normais da tireóide (nódulos colóides). Também podem consistir de tumores benignos (adenoma folicular), de inflamaçôes da tireóide (tiroidite) ou, raramente, câncer. A maior parte dos tumores malignos de tireóide (câncer) pode ser tratada e curada.
Algumas vezes, vários nódulos são detectados na tireóide. Isso é chamado de bócio multinodular.

O que um nódulo na tireóide pode provocar?
A maioria dos nódulos é benigna e não causa sintomas. Geralmente, o próprio paciente desconhece ter um nódulo de tireóide até que este seja encontrado pelo médico no exame clínico ou por um exame de ultrassonografia. Raramente, alguns nódulos se tornam grandes e podem provocar desconforto ou dificuldade de engolir por compressão do esôfago. Em alguns casos, os nódulos produzem hormônios em excesso, levando a emagrecimento, insônia, taquicardia, nervosismo, entre outros. Apenas cerca de 5% dos nódulos de tireóide são malignos e a maior parte destes tem tratamento e cura. Um nódulo maligno (câncer) geralmente é grande e endurecido.

Que exames são necessários nos pacientes com nódulo de tireóide?
Todos pacientes com nódulos de tireóide devem ser submetidos a um exame de sangue para avaliação da função da tireóide. Geralmente, neste exame, são suficientes as dosagens de T4 livre e TSH. O T4 livre é a forma ativa do T4, não conjugada a proteínas plasmática. O TSH é um hormônio produzido pela glândula hipófise que regula a função da tireóide.
A ultrassonografia com dopplerfluxometria geralmente é utilizada para definir as características do(s) nódulo(s) e muitas vezes serve para diagnosticá-lo (s). Nos nódulos > ou = 1,0 cm ou um pouco menores mas com algumas características de risco à ultrassonografia , geralmente é necessário realizar também uma biópsia com agulha fina (punção aspirativa por agulha fina ou PAAF). Este é um procedimento simples, sem necessidade de hospitalização ou centro cirúrgico, em que uma agulha fina é introduzida no nódulo para coletar uma amostra de células presentes no seu interior. Estas células são analizadas por um patologista ao microscópio. Na maioria das vezes, uma ultrassonografia é feita no momento da punção da tireóide para guiar o local em que a agulha deve ser introduzida.
Em alguns casos, especialmente quando há produção excessiva de hormônios tireoideanos, é solicitado um exame denominado cintilografia de tireóide.

Qual o tratamento dos nódulos de tireóide?
Em alguns casos, será sugerido apenas acompanhamento clínico, sem necessidade de uso de medicamentos ou cirurgia. Nesses casos, o nódulo deve ser acompanhado periodicamente com dosagens hormonais e ultrassonografias seriadas. Pode permanecer do mesmo tamanho, regredir ou, raramente, crescer. Caso cresça, o nódulo merece nova avaliação.
Os nódulos que produzem hormônios em excesso geralmente são tratados com iodo radioativo, um tratamento simples que leva a uma redução progressiva do nódulo e resolução do problema em 2 ou 3 meses. Alguns nódulos também podem ser tratados com injeção de etanol. Este procedimento pode ser doloroso.
Alguns casos necessitam cirurgia: nódulos malignos (câncer) ou suspeitos, nódulos que causam compressão de estruturas próximas à tireóide. A cirurgia de tireóide e simples e tem poucas complicações, se realizada por um cirurgião experiente.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Tiroidite de Hashimoto

A tiroidite de Hashimoto é uma doença auto-imune que leva a uma inflamação da tireóide. A tireóide é uma glândula localizada no pescoço que produz hormônios (T3 e T4) responsáveis pela regulação de vários aspectos do nosso metabolismo, como a frequência cardíaca e a queima de calorias. Ela é composta de dois lobos que se ligam através de uma “ponte” denominada istmo. Além do T3 e do T4, a tireóide também produz um hormônio chamado calcitonina, que participa da regulação do metabolismo ósseo. Todos nós temos tireóide (exceto quem nasceu sem a glândula por uma anomalia congênita, o que é muito raro, ou quem a retirou cirurgicamente). A função da tireóide é controlada por uma glândula denominada hipófise, através da secreção de um hormônio chamado TSH.

O que é uma doença auto-imune? O que é tiroidite de Hashimoto?
Doenças auto-imunes de um modo geral ocorrem quando o organismo interpreta algo próprio do indivíduo como sendo uma molécula estranha. A função do sistema imune, de uma forma simplificada, é atacar o que não é próprio ao organismo, como bactérias ou células infectadas por virus. Na doença auto-imune, o sistema imune “se engana” e passa a atacar algo que é do próprio indivíduo como se fosse estranho. Isso não quer dizer que o sistema imune está debilitado ou enfraquecido para suas outras funções. Quando a auto-imunidade se dirige à tireóide, pode causar a Tiroidite de Hashimoto ou outra doença chamada Doença de Graves. A tiroidite de Hashimoto cursa com produção de anticorpos específicos e uma inflamação da tireóide, o que pode levar a uma destruição de boa parte de suas células.

Por que tenho tiroidite de Hashimoto?
Não se sabe ao certo o que causa isto, mas há um componente genético envolvido. Fatores ambientais ainda não esclarecidos também podem estar implicados. A doença é mais comum em mulheres, especialmente de meia-idade.

Quais os sintomas de tiroidite de Hashimoto?
Algumas pessoas podem não sentir nada e ter função da tireóide normal, enquanto outras podem passar a apresentar hipotiroidismo. Este é o nome que damos à função insuficiente da tireóide. Ela pode ser detectada a partir de sintomas e sinais clínicos ou de um exame de sangue de rotina. Os sinais podem ser bastante inespecíficos e por isso muitas vezes nem percebidos pelo paciente, como constipação (“prisão de ventre”), maior sensação de frio, pele seca, inchaço, aumento de peso, fraqueza muscular, desânimo, voz rouca e aumento do colesterol. Em alguns casos, a tireóide pode estar aumentada, causando uma protuberância no pescoço, ou bócio. A causa mais comum de hipotiroidismo é, de longe, a tiroidite de Hashimoto.

Que exames são necessários?
Geralmente são necessários apenas exames de sangue, para diagnosticar e acompanhar o tratamento do quadro. No hipotiroidismo, os exames de sangue indicam diminuição dos hormônios da tireóide (T3, T4, T4 livre) e um aumento do TSH. De forma simplificada, este aumento ocorre porque a hipófise aumenta a secreção de TSH na tentativa de estimular a tireóide a trabalhar mais. O T4 livre é a forma ativa do T4, não conjugada a outras proteínas. Geralmente é suficiente a dosagem de TSH e T4 livre para avaliação da função da tireóide, sem necessidade de medir T3 ou T4 total. Anticorpos ligados à tiroidite de Hashimoto também podem ser dosados, para confirmar que esta é a causa do hipotiroidismo, como anti-tireoperoxidase (ou anti-TPO). Se houver nódulos de tireóide, outros exames podem ser necessários.

O que é hipotiroidismo subclínico?
É uma forma bastante branda de hipotiroidismo, geralmente sem sintomas, com aumento de TSH e hormônios da tireóide dentro dos valores normais. Isso quer dizer que a tireóide o próprio organismo está conseguindo manter uma função da tireóide normal graças ao estímulo extra da hipófise. O hipotiroidismo subclínico pode evoluir a uma forma avançada, com franco hipotiroidismo. Por este motivo, merece um acompanhamento especial e às vezes deve ser tratado para evitar esta evolução.

Como é feito o tratamento da tiroidite de Hashimoto?
Caso haja hipotiroidismo, é necessário tratamento clínico com reposição de hormônios da tireóide. O tratamento é simples e, se a dose da medicação estiver correta, não traz efeitos colaterais, visto que somente restaura a normalidade da função da tireóide. A medicação utilizada é a levotiroxina (forma sintética do T4), cuja dose varia de pessoa para pessoa, na forma de comprimido (oral) uma vez ao dia (em jejum). Um pouco depois do início do tratamento, há início de uma sensação de melhora do cansaço, que se perpetua ao longo das próximas 4 a 6 semanas. O tratamento é contínuo, para a vida toda. Serão feitos exames de sangue periódicos para a juste da dose adequada da medicação para o seu caso (a cada 4 ou 6 semanas). Quando esta dose for encontrada, o exame de sangue passará a ser anual.
Quando o hipotiroidismo não é tratado, pode causar problemas cardíacos, depressão, aumento do colesterol e mixedema (uma condição rara e grave que aparece em pessoas com hipotiroidismo prolongado sem tratamento adequado, com profunda deficiência de hormônios da tireóide). Em mulheres grávidas, o hipotiroidismo não tratado pode provocar problemas de desenvolvimento no feto. Por outro lado, se o tratamento for adequado, a gravidez transcorre normalmente.

Hipercolesterolemia (Colesterol aumentado)



O colesterol é um componente das gorduras do corpo. Os dois tipos principais de colesterol são: LDL (low density lipoprotein) e HDL (high density lipoprotein). Enquanto o primeiro é muitas vezes chamado de colesterol “ruim”, o segundo é conhecido como colesterol “bom”. Isto nem sempre é verdade.

Embora alguma quantidade de colesterol seja essencial para o funcionamento adequado do corpo, níveis elevados de cholesterol (ou hipercolesterolemia) são prejudiciais à saúde, principalmente por aumentar o risco cardiovascular.

CAUSAS: Embora a hereditariedade seja um importante fator de risco para a hipercolesterolemia, um estilo de vida sedentário e uma alimentação rica em gorduras, especialmente saturadas, certamente contribuem para o aumento do colesterol. Doenças hepáticas, hipotiroidismo, doenças renais e algumas medicações também podem aumentar o colesterol.

SINAIS E SINTOMAS: O aumento do colesterol geralmente é assintomático, ou seja, absolutamente silencioso. Por este motivo, a dosagem de colesterol nos exames de sangue deve ser feita periodicamente (no mínimo a cada 5 anos em adultos), para detecção precoce do problema e seu tratamento adequado. Em casos avançados, o aumento do colesterol pode resultar em acúmulo de gordura nos tendões e na pele formando lesões conhecidas como xantomas ou nas pálpebras (xantelasma).

POR QUE TRATAR O COLESTEROL ELEVADO? O excesso de colesterol no corpo se acumula na parede das artérias em placas de gordura que podem obstruir ou bloquear o fluxo de sangue para o cérebro, coração e outros órgãos. Dessa forma, havendo colesterol em excesso na circulação sanguínea, este deve ser reduzido para evitar maiores complicações.

TRATAMENTO DO COLESTEROL ELEVADO: Para reduzir o colesterol, deve ser adotado um estilo de vida saudável, com atividades físicas regulares e dieta pobre em gorduras. Muitas vezes, é necessário o uso de medicação juntamente com estas medidas como as estatinas que reduzem a produção de colesterol e aumentam a produção de receptores de colesterol nos tecidos. Isto aumenta a captação de colesterol pelas células e diminui a quantidade de colesterol circulando no sangue. Se há uma causa definida para o aumento de colesterol (hipotiroidismo, doença hepática, doença renal), esta deve ser tratada.

Alimentos ricos em colesterol:
- Carnes gordas;
- Bacon, toucinho;
- Gema de ovo;
- Produtos embutidos (salsicha, lingüiça);
- Leite integral;
- Queijos amarelos, como queijo prato, queijo mussarela, parmesão;
- Manteiga, banha, creme de leite;
- Frutos do mar como camarão, lagosta, lagostim, siri, caranguejo;
- Alimentos fritos e
- Doces.

domingo, 27 de junho de 2010

Hipoglicemia em pacientes com diabetes


Hipoglicemia ou glicose sanguínea baixa pode ocorrer em pessoas que usam medicamentos orais para diabetes ou insulina. A hipoglicemia geralmente ocorre quando há alimentação insuficiente, atraso na alimentação, exercício físico além do habitual ou dose excessiva de insulina ou medicações orais para diabetes. Os principais sintomas são ansiedade, coração disparado, suor frio, tremores, confusão mental, fome súbita, sonolência. Na presença destes sintomas deve-se medir a glicose no sangue. Uma vez identificada a presença de hipoglicemia (glicose menor do que 60 mg/dl), esta deve ser prontamente corrigida com alimentos contendo carboidratos. Se não for possível medir a glicose naquele momento, deve-se tratar como se houvesse a hipoglicemia.

Veja como preceder:
- Ingerir 15 gramas de carboidratos
- Testar novamente a glicemia em 15 minutos
- Caso a glicose não atinja 70 mg/dl, repita o processo

CASO A PESSOA ESTEJA INCONSCIENTE E NÃO CONSEGUIR INGERIR ALIMENTOS, ESFREGAR AÇÚCAR NA PARTE INTERNA NA BOCHECHA E/OU APLICAR UMA INJEÇÃO DE GLUCAGON SUBCUTÂNEO. CONTACTAR SEU MÉDICO IMEDIATAMENTE!!

QUE CARBOIDRATOS UTILIZAR?
Doces ricos em gorduras (ex: chocolate) não devem ser usados para o tratamento da hipoglicemia, pois demoram a elevar a glicemia (já que a gordura torna mais lenta a absorção dos alimentos) e quando esta finalmente aumenta geralmente atinge níveis muito elevados.

São alimentos recomendados para tratamento de hipoglicemia:
- Tabletes de 5 gramas de açúcar: 3 unidades
- 1 colher de sopa de açúcar misturada em água
- 1 copo de 150 ml de suco de laranja
- 1 copo de 150 ml de refrigerante comum
- 3 caramelos
- 5 ameixas pretas
- 1 banana
- 1 copo duplo cheio de Gatorade
- 2 colheres de sobremesa de mel
- 20 gramas de uvas passas
- Sachês de 5 gramas de mel: 4 unidades

O que é diabetes e como prevenir


O QUE É DIABETES MELLITUS?
Diabetes mellitus é uma condição em que há acúmulo de glicose na corrente sanguínea, o que pode lesar vasos sanguíneos e órgãos como os rins e os olhos. Os principais sinais clínicos são: muita sede, vontade de urinar diversas vezes, perda de peso, muita fome, visão embaçada, cansaço, machucados que demoram a cicatrizar. Em alguns casos não há sintomas. Neste caso, a pessoa pode passar muitos meses, às vezes anos, até descobrir a doença. Portanto, é importante pesquisar diabetes em todas as pessoas com mais de 40 anos de idade através de exames de sangue, em jejum e/ou após uma sobrecarga de açúcar (teste de tolerância oral a glicose).

QUAIS SÃO OS TIPOS DE DIABETES ?
Diabetes tipo 1: É o diabetes causado pela destruição das células do pâncreas que produzem a insulina. Isto é provocado por fatores genéticos e ambientais, que ainda não estão completamente esclarecidos, que levam à ativação da auto-imunidade. Isso significa que, neste tipo de diabetes, o sistema imunológico, que normalmente ignora células saudáveis do corpo e destrói germes e substâncias estranhas, passa a destruir as células do pâncreas produtoras de insulina. Este tipo de diabetes é mais comum em crianças, adolescentes e jovens e sempre necessita de insulina para o seu tratamento. Corresponde a 5 – 10% dos casos de diabetes.
Diabetes tipo 2: Neste caso, o corpo não produz insulina suficiente ou é incapaz de utilizar adequadamente a insulina que produz, o que é chamado de resistência insulínica. É o tipo mais comum de diabetes (90-95% dos casos) e geralmente atinge pessoas acima do peso, com mais de 40 anos e com história familiar de diabetes. Entretanto, como o excesso de peso tem se tornado cada vez mais comum em crianças e jovens, este tipo de diabetes tem se tornado cada vez mais comum nestes indivíduos. Assim como o diabetes tipo 1, é causado por fatores genéticos e ambientais. Pode ser tratado com medicamentos ou eventualmente apenas dieta, mas em alguns casos a insulina é necessária.
Diabetes gestacional: É aquele diagnosticado na gravidez, que geralmente reverte após o parto, mas pode aumentar o risco de diabetes tipo 2 no futuro.
Outros tipos mais raros também existem, associados a defeitos na produção de insulina ou má utilização da insulina secretada.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DE DIABETES ?
O diagnóstico de diabetes mellitus é feito através da medida de glicose no sangue. Esta medida pode ser em jejum ou após uma sobrecarga de açúcar (teste de tolerância oral a glicose). O teste com sobrecarga geralmente é solicitado pelo médico quando a glicemia (glicose no sangue) está próxima ao limite máximo e há fatores de risco para diabetes como excesso de peso, idade acima de 45 anos, história familiar de diabetes, diabetes gestacional prévio, entre outros. Recentemente, a hemoglobina glicada, que equivale ao controle da glicose nos últimos três meses ao exame de sangue, passou também a ser usada como critério para diagnóstico de diabetes.

São considerados critérios para diabetes mellitus:
Teste Valor
Glicemia de jejum > ou = 126 mg/dl
Glicemia 2 horas após a sobrecarga de glicose > ou = 200 mg/dl
Glicemia ocasional* COM sintomas de diabetes > ou = 200 mg/dl
Hemoglobina glicada > ou = 6,5%
* em qualquer horário do dia
Intolerância a glicose: É o termo usado para identificar indivíduos com glicemia após a sobrecarga acima do valor normal (> ou = 140 mg/dl), mas abaixo de 200 mg/dl.
Glicemia de jejum inadequada: É aquela > ou = 100 mg/dl, mas abaixo do nível usado para o diagnóstico de diabetes.
Hemoglobina glicada entre 5,7 e 6,4% é definido como risco aumentado para diabetes mellitus.

COMO PREVENIR O DIABETES ?
Adotar um estilo de vida saudável é fundamental para prevenir o diabetes tipo 2, especialmente em pessoas com alto risco para desenvolver a doença. Isso inclui uma alimentação balanceada e atividade física regular (150 minutos por semana). Não é recomendado “passar fome” ou se “tornar um atleta”, mas apenas seguir hábitos mais saudáveis de vida. Estudos mostram que estas medidas podem reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes em 58%. Em alguns casos, medicamentos também são recomendados para diminuição do risco.